Setores de carros e máquinas comemoram os bons resultados

Comercialização nos onze dias da ExpoLondrina 2018 foi considerada muito boa pelos expositores
15 de abril, 2018
Os expositores dos segmentos de máquinas agrícolas e veículos da ExpoLondrina 2018 comemoram os resultados da participação na feira. Para a Lifan, a estreia da marca na ExpoLondrina superou as expectativas. A Auto Fácil, concessionária Lifan, previa vender 15 veículos durante a exposição, número que já havia sido atingido no sábado, dia 15.

“Estamos conseguindo mostrar a marca para muitos consumidores que não a conheciam, o que certamente vai gerar negócios no futuro”, avalia Marcelo Matias, responsável pelo estande da Lifan na feira. Nos pós-feira, ele espera fechar pelo menos outras cinco vendas.

Para o coordenador de vendas do grupo Marajó, Rogério Antonholi, a movimentação nos estandes das três marcadas na feira – Fiat, Jeep e Citroën – superou a do ano passado. “O movimento foi maior e o público, além de também maior, se mostrou mais efetivo, com interesse em comprar”, diz Antonholi. “Esse ano tivemos fechamento de negócios já no primeiro dia”, acrescenta.

A previsão da Marajó era de vender 200 veículos das três marcas, número que estava próximo de atingir já no sábado, 14.  Ele reforça que a avaliação da empresa é muito positiva e que a opção do grupo por ampliar o espaço na feira foi acertada.

Já a Metronorte, concessionária Chevrolet, esperava fechar até o encerramento da feira 180 vendas. Considerando o pós-feira, esse número deve ultrapassar 200 unidades vendidas, que era a meta estabelecida pela empresa. “A feira atendeu nossas expectativas”, diz o gerente de vendas da Metronorte, Adriano Ambrósio. O público da feira, segundo ele, se mostrou bastante comprador. Os destaques da marca foram as S10 Diesel  modelos LT e LTZ, que tiveram vendas 30% maiores do que no ano passado.

A Ford Tropical, do grupo Barigui, expôs este ano apenas picapes em seu estande na ExpoLondrina. A única exceção foi aberta para uma unidade do Mustang, vendida no primeiro dia da feira para um produtor da região. O preço: R$ 300 mil. A comercialização das caminhonetes, diz ele, foi dentro das estimativas da concessionária, que era de vender 100 unidades. “Estamos finalizando vários negócios e vamos atingir a nossa meta”, afirmou, na manhã de sábado, o gerente de vendas da Ford Tropical, Alex Antonio. 

Ele destaca o bom momento da agricultura, especialmente da soja, que este ano teve bons índices de produtividade combinados com preços em alta. “Não vi um produtor rural sequer chegar ao nosso estande sem ter um sorriso estampado no rosto.”

Máquinas e implementos

No segmento de máquinas e implementos agrícolas, a avaliação dos expositores é também positiva.  Segundo o gerente da DHL, concessionária Valtra, José Marcos Donha Júnior, a movimentação no estande da marca foi superior à verificada no ano passado. O motivo, acrescenta, são os bons preços da soja. Os produtores estão obtendo resultados melhores com a produção deste ano e muitos deles foram até o estande da marca já para fazer cotação de preços das máquinas.

Porém, uma parcela dos produtores decidiu a adiar o fechamento de compras, depois que surgiram especulações de que as taxas de juros para financiamentos do setor poderiam sofrer uma redução. “Essa especulação acabou interferindo no comportamento dos compradores”, explica o gerente da Valtra. Ainda assim, a expectativa é cumprir a meta de vendas de R$ 10 milhões.

Já a Agricase, revenda Case IH, estima em 25% o crescimento das vendas em relação ao ano passado, mesmo com a questão das especulações sobre a queda de juros. A empresa ofereceu aos produtores a possibilidade de fechar o negócio na feira e concluir a parte financeira com prazo de até 40 dias. Desta forma, os clientes podem fechar o financiamento com as taxas alteradas, caso elas efetivamente mudem.

O gerente da Agricase, Evandro Luiz de Pinho, acrescenta que a mudança de localização do estande na feira foi muito positiva. No ano anterior, o estande ficava ao lado do parque e, este ano, foi montado no setor de máquinas e equipamentos agrícolas. “Ficamos mais focados no nosso público e isso faz a diferença”, explica. Outro fator positivo, segundo ele, é a alta no preço da soja.

Martin Stremlow, gerente da Horizon, revendedora John Deere, informa que as vendas cresceram 10% e poderiam ser maior. “Mas houve anúncio de que os juros podem cair e muitos produtores preferiram esperar para ver como vai ficar”, comentou.  Segundo Stremlow, houve muita procura por máquinas e implementos, o que sinaliza que será um bom ano para o setor. “A ExpoLondrina reúne muita gente e o clima de feira agropecuária colabora para o fechamento e prospecção de negócios”.