Equipe feminina Digi Safra vence Hackathon 2018

Foram mais de 40 horas no Pavilhão Smart Agro em busca de soluções tecnológicas para o agronegócio
15 de abril, 2018
Três projetos aliando tecnologia e soluções voltadas para o agronegócio foram premiados na final do 3º Hackathon  Smart  Agro realizado na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.

Foram mais de 40 horas de trabalho no Pavilhão Smart  Agro - de sexta-feira à noite, até este domingo, 15,  ao meio dia – onde os participantes se concentraram para  desenvolver e dar ao menos um start numa nova ideia.

O primeiro lugar foi para a equipe Digi Safra, formada somente por mulheres; em segundo lugar ficou a equipe Ox Fat e em terceiro, a Rex 9. As startups vencedoras, entre outras participantes, poderão ser aceleradas pela Go Valley SRP, a exemplo do que ocorreu com as selecionadas no Hackathon do ano passado. Com isso, poderão receber aporte financeiro, mentorias, entre outros benefícios.

Foram 16 projetos inscritos e cerca de 70 participantes  de 14 cidades, comprometidos e engajados em apresentar  inovação e acelerar  a criação de novos produtos e conceitos. Deram suporte ao evento 60 mentores de 40 entidades.

Para a jornalista da Embrapa-Soja Carina Rufino, que foi uma das mentoras, a mentoria ajuda os participantes a entenderem melhor a dinâmica do agronegócio.  “É muito bacana ver as equipes buscando tecnologias para o agro e podermos ajudar, trazendo mais informações”.

Para George Hiraiwa, jurado do Hackathon e mentor  da Aceleradora Go Valley SRP,  a edição deste ano do Hackathon, como a dos anos anteriores, foi muito boa. “Tivemos um pessoal mais jovem e isso é bastante interessante, principalmente porque os acelerados trabalharam ativamente nas mentorias. Este é o verdadeiro espírito de um ecossistema pujante e forte, onde os novos são mentorados por aqueles que já passaram por isso. Não tenho dúvida de que houve um amadurecimento do ecossistema”, afirmou Hiraiwa.

O evento contou com uma banca de júri que escolheu os três finalistas levando em consideração a inovação e aplicabilidade no campo. A maratona  tem o apoio da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Oracle, Sicredi, Cooperativa Integrada, Sebrae, Senai e Fomento Paraná.
 
OS VENCEDORES
1º. LUGAR: DIGI SAFRA
A solução apresentada pela equipe vencedora Digi Safra, que tem como integrantes Marizângela Rizzatti Avila, Yara Camila Fabrin Cabral, Gleicy Laranjeira e Stephane Takemiya, trabalha com um aplicativo para o produtor e uma versão web para cooperativas. A finalidade é acelerar todo processo de compra e venda, dispensando o uso de documentos físicos e diminuindo os gastos com papeis. Todos os contratos serão gerados on-line com segurança jurídica e assinatura digital. “A premiação vai cobrir nossos custos iniciais, mas estamos bem confiantes nas 20 horas oferecidas pelo Sebrae, nas mentorias e acelerações porque a gente quer ampliar este negócio”.
 
2º. LUGAR: OX FAT
A Ox Fat desenvolveu um hardware que colabora com o produtor rural na aferição e garantia de que o animal dele vivo vai chegar no frigorífico e ter um adequado acabamento de gordura depois de abatido. Esse é um  problema que a indústria enfrenta  a longo tempo, porque os animais vão para a indústria e após abatidos é que se verifica que eles não estão completamente prontos. Com uma espécie de ultrassonografia será possível medir a quantidade de gordura. “Para nós, foi muito bacana porque nossa equipe se construiu aqui no hackathon e na sexta-feira não tínhamos um norte, mas as coisas foram se encaminhando, conversamos com especialistas que achou nosso produto factível, o que nos motivou”, disse Eduardo Franz Luvison, além dele integram a equipe Vanessa dos Anjos Borges, Fernando Ferreira, Artur Ciappina Feijó e Laís Rossetto.
 
3º -  LUGAR REX 9
O projeto RX, que tem como integrantes Gustavo Okano Alves Pinto, Vinícius Ferreira, Vinícius Gambi e Júlio Maruyama, trata-se de uma plataforma que capacita alguns sensores na propriedade rural. A partir dela, o produtor consegue fazer a gestão da sua casa ou de qualquer outro lugar verificando se  a porteira está aberta ou fechada, se tem alguém na sede, se tem algum trator em movimento.“Foi a primeira vez que participamos do hackathon, mas foi uma experiência muito boa. Ficamos acordados a noite inteira, mas valeu o terceiro lugar. Vamos querer avançar no projeto”, disse Gustavo Okano Alves Pinto.