Por
Erika Zanon
A
Expo Londrina 2026 confirmou mais uma vez a força do setor automotivo dentro da
feira, com concessionárias registrando crescimento nas vendas, grande geração
de leads e avaliação positiva do público ao longo dos dez dias de evento.
Impulsionadas pelo alto fluxo de visitantes e pelas condições comerciais
especiais, as marcas destacaram o período como um dos mais importantes do ano
para o fechamento de negócios.
O
diretor executivo do Grupo Marajó, Eduardo Meneghetti, avalia que a
participação deste ano foi “super positiva”, com destaque para a diversidade de
marcas levadas ao evento. O grupo esteve presente com sete montadoras: Fiat,
Jeep, Ram, Peugeot, Citroën e, pela primeira vez, as chinesas Leapmotor e Omoda
& Jaecoo. Segundo ele, as estreantes surpreenderam pela aceitação do
público e volume de negócios, refletindo o crescimento das marcas chinesas no
mercado brasileiro.
Entre
os destaques do grupo, a Fiat liderou com a Strada, que somou cerca de 100
unidades vendidas. Na Jeep, o lançamento do novo Renegade durante a feira
impulsionou o movimento, enquanto a Ram teve forte desempenho com a nova Dakota
e também com modelos importados. Já Peugeot e Citroën mantiveram bom
desempenho, com cerca de 50 veículos vendidos, sendo o Citroën Aircross o mais
procurado. Para Eduardo, abril segue como o melhor mês do ano para o grupo,
impulsionado pela Expo, que movimenta os negócios não apenas no parque, mas
também as lojas no pós-feira.
Na
GWM e-BRUN, o gerente de vendas Nilo Fernandes destacou o crescimento expressivo
deste ano. A concessionária, segundo ele, fechou 110 vendas até o último dia de
feira, mais que o dobro das 42 unidades comercializadas em 2025. Além das
vendas diretas, Nilo ressaltou que a geração de leads foi um dos principais
ganhos durante o evento, com potencial de negócios pelos próximos meses.
Pela
Volkswagen, o gerente de vendas corporativas da Norpave, Luiz Carlos de Andrade,
afirmou que a edição deste ano superou a anterior, com expectativa de
crescimento entre 20% e 30%. A marca já havia alcançado 145 unidades em vendas,
com projeção de ultrapassar 160. O modelo mais vendido foi a Saveiro,
impulsionada por condições comerciais agressivas, enquanto o Novo Tiguan foi o
destaque de apresentação ao público.
A
gerente comercial Tatiana Recioli, da Ford Barigui, também apontou uma das
melhores participações da marca na feira, com crescimento de 12% nas vendas em
relação ao ano passado. O principal destaque foi a Ranger V6, que liderou as
negociações com condições facilitadas de pagamento.
A
Hyundai Lovat, representada pelo diretor operacional Rafael Salido, registrou
aumento de mais de 40% no fluxo de visitantes no estande em comparação com
2025. As vendas superaram as expectativas, segundo ele, impulsionadas por
condições especiais em modelos como Creta, HB20 e veículos híbridos, além de
estratégias comerciais e financiamento facilitado. A presença de frotistas
também impactou positivamente os negócios da marca durante os dias de feira.
Já
a Mitsubishi, segundo o gerente de marketing Arleu Neto, da Ciav, bateu recorde
histórico de vendas em feiras agropecuárias no Brasil. A meta inicial para a
Expo Londrina de 50 veículos foi atingida ainda durante o evento, com projeção
de chegar a até 70 unidades até o fim de abril, com os negócios pós-feira. O
destaque da marca na feira foi a Triton 2027, modelo mais vendido no estande.
Na
Chevrolet Metronorte, o diretor comercial Waldir Rezende classificou os dez
dias como “maravilhosos”, com bom fluxo de visitantes e vendas dentro da
expectativa. O modelo mais procurado foi a S10, que se destacou pelas condições
comerciais. Ele também reforçou a importância dos leads gerados, que devem se
converter em vendas nos próximos meses.
A
Nissan Nicenter, representada pelo gerente Vinícius Locatelli, também registrou
desempenho positivo, com 80 veículos vendidos durante a feira e expectativa de
atingir 100 unidades no pós-evento. Os modelos de maior destaque, segundo
Vinícius, foram o Kicks e a Frontier, especialmente pela competitividade de
preços.
A
Volvo Escandinávia, por outro lado, apresentou um cenário diferente. O gestor
comercial Juliano Ribeiro afirmou que o volume de negócios ficou abaixo do
esperado e inferior ao registrado em 2025. Apesar da frustração, a marca segue
avaliando ajustes estratégicos para a próxima edição, mantendo a participação
como parte do posicionamento no evento.
De
forma geral, o setor automotivo encerra a Expo Londrina 2026 com saldo
positivo, crescimento em diversas marcas e expectativa de continuidade nas
vendas no período pós-feira, reforçando a importância do evento para a economia
regional e para o mercado de veículos.