Por Lucas Araújo
Plantar frutas e verduras em ambientes fechados é uma
tendência para a cidade e o campo. Pensando nisso, o Instituto de
Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) trouxe para a Fazendinha durante a
ExpoLondrina tecnologias que podem ajudar o cidadão rural e o produtor rural a
implementar essa atividade.
Uma das tecnologias que o IDR-Paraná trouxe é um sistema de
produção de folhosas suspensas, como a alface, almeirão, salsinha, cebolinha,
coentro, de forma hidropônica, que não utiliza terra, em forma de uma
“prateleira”. “Os nutrientes que a planta tiraria da terra serão trazidos por
uma solução nutritiva que vem na água”, explica a engenheira agrônoma e
extensionista do IDR-Paraná Cristina Krawulski.
Segundo Krawulski, a hidroponia tem crescido muito em Londrina
pelos diversos benefícios que traz para o homem do campo. Um deles é o
agricultor trabalhar em pé, ao invés de se agachar nos canteiros, o que traz
qualidade de vida para ele. Além disso, o produto sai limpo, já que não tem
contato com a terra, o que facilita o manejo até chegar ao consumidor.
“É possível uma escala maior do que no céu aberto. A
hidroponia, sempre realizada em estufas ou ambientes protegidos impede que a
produção seja afetada por excesso de chuva ou sol, o manejo de pragas e doenças
é facilitado, já que a ocorrência de insetos e pragas é controlado. Então, de
janeiro a janeiro é possível produzir”, salienta a extensionista.
“As questões climáticas estão muito presentes com excesso de
chuva ou de calor, geada, e outros fenômenos. Olericultura é uma atividade na
qual os insumos e sementes são caros. Então, há uma forte tendência de que o
agricultor saia do campo aberto e passe a cultivar em ambiente protegido”,
afirma a extensionista. Para ela, existem políticas públicas que podem auxiliar
o produtor a realizar os investimentos necessários para produzir mais alimentos
em ambientes fechados. “É uma questão de segurança alimentar, de Estado, é preciso
ofertar alimentos de qualidade durante o ano todo para uma população cada vez
mais urbana”, assevera.
Outra tecnologia interessante trazida à Fazendinha durante a
ExpoLondrina são as hortas verticais, a qual consiste em uma “torre”, como se
fosse um cano de PVC na vertical, com orifícios laterais onde são postas as
plantas. As hortas verticais são úteis para produção de hortaliças, verduras e
frutas em pequenos espaços. Ela é indicada, sobretudo, para aquelas pessoas que
têm um hobby ou gosta de produzir o próprio alimento. “Dá para produzir em
casa, na varanda, no quintal, ou na sacada do apartamento ou até em uma sala”,
afirma a engenheira agrônoma. “Tá estressado do seu dia a dia, quer chegar em
casa no final da tarde ou fim de semana e cuidar das plantas, ou ainda pegar
aquele tempero fresquinho e fazer um delicioso jantar, a horta vertical pode
ser uma ótima opção. É uma questão mais emocional que econômica”, salienta
Krawulski.
Em relação aos cuidados do dia a dia, a extensionista do IDR-Paraná
lembra que é preciso informação técnica. “Para ele começar a produção em casa,
é necessário comprar a muda em locais especializados, cuidar do sistema de
hidroponia. Mesmo sendo um hobby, a pessoa precisa entender como funciona”
reforça. Conforme a engenheira agrônoma, as informações técnicas podem ser
fornecidas por entidades como o IDR Paraná.
Fotografia: Gabriel Vinci