ExpoLondrina 2026

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19/04/2026

ExpoLondrina aponta crescimento de até 20% nas vendas do setor de selarias e moda country

Por Vitor Ogawa

O balanço parcial do setor de selarias e moda country da 64ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026) indica um cenário positivo para os negócios. Com base em entrevistas realizadas no parque de exposições neste domingo (19), a maioria dos expositores consultados reportou aumento no faturamento em comparação ao ano passado, com altas que variam de 10% a 20%. O movimento intenso de público, especialmente nos primeiros e nos últimos dias de evento, foi apontado como o principal motor para o crescimento. Itens tradicionais da moda country, como botas e chapéus, seguem como carros-chefes, mas acessórios em couro e artigos de cutelaria também se destacaram.

Entre os entrevistados, a Selaria Barretense, de Barretos (SP), registrou alta de 15% a 20% nas vendas em relação à edição de 2025. Segundo o proprietário, Robson Luiz Rosa, os produtos mais procurados foram botas femininas e chapéus, com tíquete médio de aproximadamente R$ 250. Ele destacou que a ExpoLondrina marca o início da temporada 2026 dos grandes eventos para a empresa.

Já a Dominator Couros, que participa do evento pela terceira vez, teve um incremento de 10% no faturamento, impulsionado principalmente pela venda de saias em couro, com peças comercializadas entre R$ 1.500 e R$ 2.500. A representante Greice Shaiane de Góis atribui o resultado ao público com um pouco mais de poder aquisitivo neste ano em relação ao ano passado.

A Sibu Company também comemorou o desempenho. Rogério Eduardo Messias informou que a receita saltou de R$ 180 mil em 2025 para cerca de R$ 220 mil neste ano. O destaque ficou por conta das botas da marca Jácomo, lançadas especialmente para a feira, com tíquete médio de R$ 450. O empresário Pérsio Aparecido Ladeira, conhecido como Zum, da Pantaneira, classificou o movimento como sensacional e extraordinário. Mesmo com um espaço físico reduzido, a resposta financeira foi tão positiva quanto no ano anterior, com vendas parciais na casa dos R$ 250 mil. Ele ressaltou a importância do evento para a consolidação de parcerias de longo prazo.

A Parra Couros, de Apucarana (PR), registrou vendas próximas a R$ 250 mil, volume semelhante ao de 2025. O proprietário, Décio Leandro Parra, avaliou o movimento como bom, apesar de destacar que o clima mais ameno no ano passado foi um diferencial para o setor de couro. Na Cutelaria Forja, o movimento de público foi grande, mas as vendas ficaram aquém da expectativa do expositor Rodrigo Simões Barbosa, pois foi o primeiro ano dele como expositor em Londrina. Apesar disso, o carro-chefe do estande, as facas artesanais, seguiu puxando os negócios.

Já a Selaria Minas Gerais, de Santo Antônio da Platina (PR), tradicional participante desde 1968, faturou aproximadamente R$ 60 mil. O proprietário, Celso Crespo Freitas, elogiou o evento e também observou uma mudança de hábito do consumidor, afirmando que sela, um produto que ele já chegou a vender de oito a dez unidades por edição, praticamente não tem mais saída, e que agora a preferência recai sobre os chapéus, cintos e botas. A Rancho Arizona, empresa de Londrina, preferiu não divulgar números fechados, mas confirmou que o fluxo de pessoas no parque foi bom, com expectativa de faturamento próximo aos R$ 100 mil registrados em 2025.

Os organizadores esperam que o setor de selarias e moda country consolide um dos melhores resultados da última década.

Fotografia Henrique Campinha

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