ExpoLondrina 2026

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19/04/2026

ExpoLondrina recebe Prova dos Três Tambores com renda destinada ao Hospital do Câncer

Por Mariana Guerin

A adrenalina tomou conta da pista coberta do Parque Ney Braga Eventos durante a Prova de Três Tambores que aconteceu neste sábado (18) na ExpoLondrina 2026. Em sua nona edição, a competição é uma das modalidades equestres que mais cresce no país e, além da disputa por tempo e precisão, carrega histórias de superação e solidariedade já que toda a renda arrecadada com as inscrições é revertida para o Hospital do Câncer de Londrina.

De acordo com a diretora de Fomento da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Roberta Garbelini Gomes Zanin, o evento vai além da competição esportiva. “A gente quer aproveitar a força dos esportes equestres para mostrar o lado social de quem participa. Muitas pessoas vêm competir justamente por saber que é uma prova em prol do hospital”, destacou a diretora, citando que a competição recebe atletas de todo a região Norte do Paraná e do interior de São Paulo.

A Prova dos Três Tambores consiste em completar um percurso em formato triangular ao redor de três tambores, da qual sai vencedor o conjunto de cavalo e cavaleiro que completar o trajeto no menor tempo. Durante a ExpoLondrina, ela acontece no formato rodeio, que entrega uma distância menor a ser percorrida pelos cavaleiros dentro da pista.

Neste ano, cerca de 50 competidoras participam apenas na categoria feminina, além das categorias mirim e tira-teima, que reúne homens e mulheres de diferentes idades. Cada pacote de inscrição dá direito a duas passadas.

Entre as competidoras está a amazona Daiane Cristina Schons, de 34 anos, que encontrou no esporte equestre uma forma de recomeçar após enfrentar um câncer de tireoide. “Depois da doença, eu quis me aventurar no cavalo, tanto como esporte quanto como lazer. Ajuda muito na ansiedade também”, contou.

Daiane começou a montar em 2016, sem experiência em competições, e hoje participa de provas na região. Ela começou as aulas no Centro de Treinamento Equestre Wilson Oliveira, que funciona dentro do Parque Ney Braga Eventos, e estreou na Prova dos Três Tambores na ExpoLondrina deste ano montando Três Dinero, seu quarto de milha adquirido há dois anos. “É uma mistura de nervosismo e adrenalina. No começo dá medo, mas depois é muito bom”, declarou a amazona, destacando que o principal diferencial para competir é ter força de vontade.

A amazona também faz questão de participar da prova pelo impacto social. “Eu fui atendida no HC de Londrina e sempre fui muito bem cuidada. Então, tudo que eu puder fazer para ajudar, eu participo.”

Para quem vê da arquibancada, a velocidade impressiona, pois o esporte exige preparo técnico e conexão entre cavalo e cavaleiro. Segundo a treinadora Juliette Rios Tsuruda, proprietária do CT Wilson Oliveira ao lado do marido, o treinamento começa cedo. A sua escola, por exemplo, recebe alunos a partir dos 4 anos de idade. “O treinamento envolve disciplina e prática constante. É muito treino, postura, força e, principalmente, sintonia com o animal. Cada cavalo tem um comportamento e o atleta precisa desenvolver esse vínculo para ter bom desempenho”, explicou.

De acordo com Juliette, o esporte equestre é inclusivo e atende diferentes perfis. “Temos desde crianças até adultos e idosos que procuram a equitação, seja para lazer, terapia ou competição. Alguns começam por curiosidade, outros retomam depois de um tempo afastados”, comentou.

Além da performance, o bem-estar animal é uma prioridade na prova. Há uma avaliação rigorosa após cada percurso e qualquer sinal de lesão ou desconforto pode levar à desclassificação imediata. “É um esporte que preza muito pelo cuidado com o animal. Isso é levado muito a sério”, reforçou a diretora de Fomento da SRP, Roberta Zanin.

Com premiações que chegam a R$ 4 mil para o primeiro lugar na categoria feminina e R$ 2 mil para a categoria mirim, o campeonato movimenta o setor equestre. Ainda assim, o principal objetivo segue sendo a solidariedade. “Após o custeio da prova, todo o valor arrecadado é destinado ao hospital, fortalecendo a conexão entre o esporte e a comunidade”, reforçou Roberta.

“Premiamos até o décimo colocado na categoria feminina e até o quinto na categoria mirim. No tira-teima, vence quem fizer o menor tempo em toda a competição”, assinalou Juliette Tsuruda.

Resultado das provas

Categoria feminina

1° Bianca Duarte da Fonseca com o cavalo Dash Fish ta Fame

2° Yasmin Camargo Dona com El Apollo Hollywood

3° Vitória Yumi Noma com Atlanta By Slick

4° Manuela Agulhon Cestari com Fireworks Guy

5° Beatriz Paralego Deldotto com Djinn Ta Fame OFV

6° Ana Clara Shimizu com Lotus Design ZZ

7° Juliana Bazzoli com Vivi Zorrero

8° Paula Mayuri com Perseu San Times

9° Raiane Alves Pereira com Smoky Dash Lena

10° Pamella Pinehiro de Jesus com My Pepsi Zorreiro

Categoria mirim

1° Pedro Pinheiro Freitas com Jay Peppy Bee

2° Yan Marcelo Paulo Fontes com Streakin Toro OFV

3° Gabriela Vallone com Dakota by Design

4° Luisa Moda Brust Coelho com Don Jay Zorrero H2R

5° Valentina Scandelae Leoni com Bryant Ta Fame ZD

Tira-Teima

1° Luiz Felipe Trajano Olavo, com IMP Lola Ta Fame

2° Wilson Jesus Oliveira com Cody Tol Fame 4m

3° Dirvan Dias Freitas com Bob Rods Zorrero HWJ

Fotos: Roberto Custódio

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