Por
Mariana Guerin
A
adrenalina tomou conta da pista coberta do Parque Ney Braga Eventos durante a
Prova de Três Tambores que aconteceu neste sábado (18) na ExpoLondrina 2026. Em
sua nona edição, a competição é uma das modalidades equestres que mais cresce
no país e, além da disputa por tempo e precisão, carrega histórias de superação
e solidariedade já que toda a renda arrecadada com as inscrições é revertida
para o Hospital do Câncer de Londrina.
De
acordo com a diretora de Fomento da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Roberta
Garbelini Gomes Zanin, o evento vai além da competição esportiva. “A gente quer
aproveitar a força dos esportes equestres para mostrar o lado social de quem
participa. Muitas pessoas vêm competir justamente por saber que é uma prova em
prol do hospital”, destacou a diretora, citando que a competição recebe atletas
de todo a região Norte do Paraná e do interior de São Paulo.
A
Prova dos Três Tambores consiste em completar um percurso em formato triangular
ao redor de três tambores, da qual sai vencedor o conjunto de cavalo e cavaleiro
que completar o trajeto no menor tempo. Durante a ExpoLondrina, ela acontece no
formato rodeio, que entrega uma distância menor a ser percorrida pelos
cavaleiros dentro da pista.
Neste
ano, cerca de 50 competidoras participam apenas na categoria feminina, além das
categorias mirim e tira-teima, que reúne homens e mulheres de diferentes
idades. Cada pacote de inscrição dá direito a duas passadas.
Entre
as competidoras está a amazona Daiane Cristina Schons, de 34 anos, que
encontrou no esporte equestre uma forma de recomeçar após enfrentar um câncer
de tireoide. “Depois da doença, eu quis me aventurar no cavalo, tanto como
esporte quanto como lazer. Ajuda muito na ansiedade também”, contou.
Daiane
começou a montar em 2016, sem experiência em competições, e hoje participa de
provas na região. Ela começou as aulas no Centro de Treinamento Equestre Wilson
Oliveira, que funciona dentro do Parque Ney Braga Eventos, e estreou na Prova
dos Três Tambores na ExpoLondrina deste ano montando Três Dinero, seu quarto de
milha adquirido há dois anos. “É uma mistura de nervosismo e adrenalina. No
começo dá medo, mas depois é muito bom”, declarou a amazona, destacando que o
principal diferencial para competir é ter força de vontade.
A
amazona também faz questão de participar da prova pelo impacto social. “Eu fui
atendida no HC de Londrina e sempre fui muito bem cuidada. Então, tudo que eu
puder fazer para ajudar, eu participo.”
Para
quem vê da arquibancada, a velocidade impressiona, pois o esporte exige preparo
técnico e conexão entre cavalo e cavaleiro. Segundo a treinadora Juliette Rios
Tsuruda, proprietária do CT Wilson Oliveira ao lado do marido, o treinamento
começa cedo. A sua escola, por exemplo, recebe alunos a partir dos 4 anos de
idade. “O treinamento envolve disciplina e prática constante. É muito treino,
postura, força e, principalmente, sintonia com o animal. Cada cavalo tem um
comportamento e o atleta precisa desenvolver esse vínculo para ter bom
desempenho”, explicou.
De
acordo com Juliette, o esporte equestre é inclusivo e atende diferentes perfis.
“Temos desde crianças até adultos e idosos que procuram a equitação, seja para
lazer, terapia ou competição. Alguns começam por curiosidade, outros retomam
depois de um tempo afastados”, comentou.
Além
da performance, o bem-estar animal é uma prioridade na prova. Há uma avaliação
rigorosa após cada percurso e qualquer sinal de lesão ou desconforto pode levar
à desclassificação imediata. “É um esporte que preza muito pelo cuidado com o
animal. Isso é levado muito a sério”, reforçou a diretora de Fomento da SRP, Roberta
Zanin.
Com
premiações que chegam a R$ 4 mil para o primeiro lugar na categoria feminina e
R$ 2 mil para a categoria mirim, o campeonato movimenta o setor equestre. Ainda
assim, o principal objetivo segue sendo a solidariedade. “Após o custeio da
prova, todo o valor arrecadado é destinado ao hospital, fortalecendo a conexão
entre o esporte e a comunidade”, reforçou Roberta.
“Premiamos
até o décimo colocado na categoria feminina e até o quinto na categoria mirim.
No tira-teima, vence quem fizer o menor tempo em toda a competição”, assinalou
Juliette Tsuruda.
Resultado das provas
Categoria
feminina
1°
Bianca Duarte da Fonseca com o cavalo Dash Fish ta Fame
2°
Yasmin Camargo Dona com El Apollo Hollywood
3°
Vitória Yumi Noma com Atlanta By Slick
4° Manuela
Agulhon Cestari com Fireworks Guy
5°
Beatriz Paralego Deldotto com Djinn Ta Fame OFV
6° Ana
Clara Shimizu com Lotus Design ZZ
7°
Juliana Bazzoli com Vivi Zorrero
8°
Paula Mayuri com Perseu San Times
9°
Raiane Alves Pereira com Smoky Dash Lena
10°
Pamella Pinehiro de Jesus com My Pepsi Zorreiro
Categoria
mirim
1° Pedro
Pinheiro Freitas com Jay Peppy Bee
2° Yan
Marcelo Paulo Fontes com Streakin Toro OFV
3° Gabriela
Vallone com Dakota by Design
4° Luisa
Moda Brust Coelho com Don Jay Zorrero H2R
5° Valentina
Scandelae Leoni com Bryant Ta Fame ZD
Tira-Teima
1°
Luiz Felipe Trajano Olavo, com IMP Lola Ta Fame
2°
Wilson Jesus Oliveira com Cody Tol Fame 4m
3° Dirvan
Dias Freitas com Bob Rods Zorrero HWJ
Fotos:
Roberto Custódio