ExpoLondrina 2026

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15/04/2026

Plantas Medicinais trazem sabores, aromas e saúde para a Fazendinha da ExpoLondrina

Por Lucas Araújo

Dentre os muitos aromas da Fazendinha da ExpoLondrina 2026, destacam-se as plantas medicinais. Além de cheiro, elas podem ser usadas na cozinha, como condimentos, e ainda no tratamento de algumas enfermidades, sempre seguindo as orientações médicas.

No Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), há o Projeto Horto de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares o qual realiza a preservação e identificação dessas espécies. Em breve deve ser criado um local que abrigue as plantas, um viveiro e um laboratório para analisar os princípios ativos das mesmas. “Nós pretendemos estudá-las e verificarmos uma finalidade para elas, que pode ser um novo remédio, um novo inseticida ou um novo fungicida natural”, detalha o extensionista do IDR-Paraná Paulo Mrtvi.

Ainda de acordo com o extensionista, cada uma das plantas medicinais na Fazendinha tem uma função que pode ser útil para o tratamento fitoterápico de determinadas enfermidades. Mrtvi alerta, porém, que qualquer tipo de tratamento deve ser realizado por um médico especializado. “Nós apenas falamos sobre as características agronômicas das plantas”, reforça. “Apenas o médico poderá fazer qualquer tipo de recomendação para tratamento”, salienta novamente.

O extensionista salienta que algumas plantas medicinais já são usadas como fonte para a elaboração de medicamentos. “O princípio ativo da Expinheira-santa já virou remédio no Japão. Temos ainda a Babosa e o Crajiru que estão em estudo para o desenvolvimento de medicamentos”, afirma.

No espaço criado na Fazendinha há uma grande variedade de plantas medicinais. Muitas usadas para fazer chá, como o Burrito, muito consumida no Rio Grande do Sul no mate, a Pia Alva, um calmante, o Capim-limão, muito conhecida por erva-cidreira.

Embora diversas dessas plantas já sejam de conhecimento de boa parte da população, nem sempre as pessoas conseguem identificá-las. “Às vezes a pessoa olha e não sabe que planta é ou acaba errando. Aqui na Fazendinha a gente ajuda as pessoas a identificarem as plantas e ainda trazemos orientações agronômicas”, declara o extensionista. “Já houve um caso de uma pessoa que passou muito mal porque ela coletou e fez um chá de uma planta que nasceu entre as pedras de uma calçada achando que era a planta de quebra-pedra, famosa por auxiliar na eliminação de cálculos renais”, ressalta Mrtvi.

Conforme o extensionista, é possível que as pessoas cultivem em casa ervas medicinais seguindo orientações técnicas básicas. Ele sugere, inclusive, que sejam plantadas espécies que produzem óleos essenciais. “O norte do Paraná tem clima propício para plantas medicinais que produzem óleo porque a incidência de raios solares é maior, o que ocasiona maior concentração de óleos, como o Capim-limão, por exemplo”, assegura Mrtvi.

 

Fotografia: Gabriel Vinci

 

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