Por Lucas Araújo
Dentre os muitos aromas da
Fazendinha da ExpoLondrina 2026, destacam-se as plantas medicinais. Além de
cheiro, elas podem ser usadas na cozinha, como condimentos, e ainda no
tratamento de algumas enfermidades, sempre seguindo as orientações médicas.
No Instituto de Desenvolvimento
Rural do Paraná (IDR-Paraná), há o Projeto Horto de Plantas Medicinais,
Aromáticas e Condimentares o qual realiza a preservação e identificação dessas
espécies. Em breve deve ser criado um local que abrigue as plantas, um viveiro
e um laboratório para analisar os princípios ativos das mesmas. “Nós
pretendemos estudá-las e verificarmos uma finalidade para elas, que pode ser um
novo remédio, um novo inseticida ou um novo fungicida natural”, detalha o
extensionista do IDR-Paraná Paulo Mrtvi.
Ainda de acordo com o
extensionista, cada uma das plantas medicinais na Fazendinha tem uma função que
pode ser útil para o tratamento fitoterápico de determinadas enfermidades.
Mrtvi alerta, porém, que qualquer tipo de tratamento deve ser realizado por um
médico especializado. “Nós apenas falamos sobre as características agronômicas
das plantas”, reforça. “Apenas o médico poderá fazer qualquer tipo de
recomendação para tratamento”, salienta novamente.
O extensionista salienta que
algumas plantas medicinais já são usadas como fonte para a elaboração de
medicamentos. “O princípio ativo da Expinheira-santa já virou remédio no Japão.
Temos ainda a Babosa e o Crajiru que estão em estudo para o desenvolvimento de
medicamentos”, afirma.
No espaço criado na Fazendinha há
uma grande variedade de plantas medicinais. Muitas usadas para fazer chá, como
o Burrito, muito consumida no Rio Grande do Sul no mate, a Pia Alva, um
calmante, o Capim-limão, muito conhecida por erva-cidreira.
Embora diversas dessas plantas já
sejam de conhecimento de boa parte da população, nem sempre as pessoas
conseguem identificá-las. “Às vezes a pessoa olha e não sabe que planta é ou
acaba errando. Aqui na Fazendinha a gente ajuda as pessoas a identificarem as
plantas e ainda trazemos orientações agronômicas”, declara o extensionista. “Já
houve um caso de uma pessoa que passou muito mal porque ela coletou e fez um
chá de uma planta que nasceu entre as pedras de uma calçada achando que era a
planta de quebra-pedra, famosa por auxiliar na eliminação de cálculos
renais”, ressalta Mrtvi.
Conforme o extensionista, é
possível que as pessoas cultivem em casa ervas medicinais seguindo orientações
técnicas básicas. Ele sugere, inclusive, que sejam plantadas espécies que
produzem óleos essenciais. “O norte do Paraná tem clima propício para plantas
medicinais que produzem óleo porque a incidência de raios solares é maior, o
que ocasiona maior concentração de óleos, como o Capim-limão, por exemplo”,
assegura Mrtvi.
Fotografia: Gabriel Vinci