Por Luis Fernando Wiltemburg
Os restaurantes que operam na ExpoLondrina
comemoram o bom resultado de público nesta edição e projetam crescimento
considerável na receita em relação ao ano passado. Enquanto a maioria calcula
incremento de 15% a 25%, o restaurante O Garfo acredita que os ganhos podem
chegar a 100% na comparação com sua primeira participação na feira, em 2025.
Responsáveis pelos estabelecimentos atribuem
o sucesso ao clima favorável, com ausência de chuva durante os dez dias do
evento, e às melhorias no Parque Ney Braga Eventos. O alto
fluxo de visitantes é comprovado por filas para almoço e jantar que chegaram a
três horas de espera.
Com 15 anos de participação na ExpoLondrina,
a edição de 2026 é considerada a melhor em fluxo de pessoas e volume de vendas
por Marlon Zanoni, proprietário do Sr. Zanoni. “Ainda estamos no calor da feira
e não acompanho os números, mas acredito que, em relação ao ano passado,
devemos ter um aumento de 20% a 30%”, afirma.
O restaurante, que sempre funcionou na Casa
Limousin, tem capacidade para atender até 200 pessoas simultaneamente e,
segundo estimativas da equipe, deve servir cerca de duas mil refeições por dia.
Para agilizar o atendimento, o cardápio é reduzido em relação às unidades
fixas, enquanto a equipe, entre 35 e 40 pessoas, é formada majoritariamente por
funcionários próprios. “Estamos abrindo uma nova unidade na zona sul, e a
equipe treinada para lá está atuando no parque, junto com colaboradores
experientes das outras casas”, explica.
Um dos proprietários do restaurante O Garfo,
Rodolfo Negrão projetava, na manhã de domingo, crescimento expressivo no
movimento em comparação ao ano anterior. “Foi praticamente o dobro”, resume. Fundado
há 26 anos em Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina, o estabelecimento
iniciou suas atividades na cidade com um ponto de retirada há cerca de três
anos e inaugurou uma unidade de atendimento há aproximadamente três meses. Na
feira da Sociedade Rural do Paraná (SRP), opera com cerca de 200 lugares,
registrando vendas entre 600 e 700 refeições nos dias de maior movimento. “No
sábado, o volume de pessoas foi impressionante. Até dentro do restaurante
estava difícil circular. É possível que tenhamos chegado a 800 pratos
servidos”, relata.
A Toca do Cateto serve, em média, mil
refeições por dia na ExpoLondrina, entre consumo no local e marmitas. “Temos
parceria com a Sociedade Rural para atender trabalhadores do evento, como
equipe interna, policiais, profissionais de saúde e funcionários dos
estacionamentos oficiais”, explica um dos proprietários, Juliano Gavilan.
De volta à feira desde 2022, ele afirma que
as vendas crescem a cada edição. Neste ano, estima aumento de faturamento entre
15% e 20%, com base na compra de insumos. “Pela experiência, observando a
aquisição de matéria-prima e bebidas, é perceptível que o volume é maior do que
no ano passado. Ainda não tenho números exatos, mas o crescimento é evidente”,
afirma.
Segundo ele, o resultado positivo está
relacionado à organização do evento. “É uma das feiras mais limpas do Brasil,
bem estruturada e segura. Mesmo com grande público, não se ouve falar em
ocorrências graves. Além disso, o espaço está mais bonito, com layout renovado,
e o clima colaborou”, avalia.
Restaurante itinerante
Esta é a primeira participação do Texas Ranch
na feira da SRP no formato de restaurante. Na edição anterior, em parceria com
a Diverti, o atendimento ocorreu no modelo grab and go,
em que o consumidor retira o pedido e segue. Neste ano, a operação segue o
conceito da marca, inspirado na gastronomia e no estilo de vida do Texas (EUA),
com ambientação temática.
O espaço oferece cortes da raça angus, como
tomahawk, short rib, picanha, ancho e costela, preparados lentamente — a
costela, por exemplo, permanece por até oito horas próxima à brasa. Também há
hambúrgueres grelhados. “Para ter uma ideia, já vendemos cerca de 800 quilos de
costela, 400 quilos de picanha e 500 hambúrgueres, mesmo em um espaço
compacto”, afirma o responsável, Guilherme Oliveira.
O local tem capacidade para atender
aproximadamente 160 pessoas e já começa a atrair visitantes que procuram
diretamente a marca. “Trabalhamos com serviço de mesa, no qual o cliente
escolhe cortes premium e acompanhamentos. Não temos loja física e atuamos
apenas em eventos. É um conceito diferente, que está sendo bem aceito. Pelo
resultado, percebemos que há demanda para esse modelo”, avalia.
Com capacidade para atender 600 pessoas, o
restaurante Gelobel registrou filas de até três horas na edição de 2026. “O
público demonstrou paciência até conseguirmos acomodar todos”, afirma o
coordenador Eduardo André de Souza.
As filas ajudam a explicar o aumento de
receita neste ano, estimado em pelo menos 22%. Ele atribui o desempenho também
ao clima favorável. “Percebi o público mais animado”, comenta. Segundo dados do
próprio estabelecimento, são vendidos diariamente cerca de cinco mil itens,
entre pratos principais, bebidas e acompanhamentos.
Uma novidade desta edição foi a integração
com o restaurante Belmar, do mesmo grupo, voltado à culinária japonesa. “A
inclusão desse tipo de gastronomia no cardápio teve ótima aceitação”, destaca.
Proprietário do Galpão Nelore, Carlos Messas
afirma que esta foi a melhor participação do restaurante na feira ao longo de
12 anos, com crescimento estimado em torno de 25% em relação ao ano anterior. A
casa, tradicional churrascaria de rodízio em Londrina, adota o formato à la
carte durante o evento, oferecendo cortes como costela, cupim, picanha e
fraldinha, todos de carne angus certificada e preparados na brasa, no estilo
parrilla. “Este ano foi uma surpresa, porque, normalmente, os dias sem shows
têm movimento menor. Porém, terça e quarta-feira tiveram grande público, um
sucesso total”, conclui.